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Orientação

Vale a pena processar o banco? Quando costuma valer e quando não

O desconto apareceu no extrato, a tarifa veio sem ninguém pedir, o golpe levou o dinheiro ou os juros não fecham. A raiva é a mesma, mas a resposta para a pergunta "vale a pena processar?" muda de um caso para outro.

O que costuma decidir é se o banco errou, se dá para provar e quanto custa tentar. Há casos em que o processo quase sempre compensa, outros em que ele raramente compensa, e muitos em que uma reclamação bem feita resolve antes.

Revisado por Eduardo Bueno, OAB/RS 139.085 Atualizada em

O essencial

  • Costuma valerDesconto ou contrato que você não fez, golpe em que o banco falhou, nome negativado sem dívida e juros muito acima da média do mercado.
  • O que fazer agoraReclamar por escrito no banco e anotar o protocolo. Se não resolver, registrar no Banco Central ou no consumidor.gov.br.
  • O custoNo Juizado Especial não se pagam custas para começar, e quem perde a primeira decisão não paga o advogado do banco.
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Quando costuma valer a pena

O processo costuma compensar quando o banco errou e o erro está documentado. Estas são as situações em que isso mais acontece:

Contrato ou desconto que você não fez Consignado, cartão, seguro ou pacote de tarifas que aparece no extrato sem você ter pedido. Veja Consignado que você não contratou.
Golpe em que o banco falhou Transações fora do seu padrão que o banco deixou passar, conta aberta em seu nome por outra pessoa ou falha na segurança do aplicativo. Veja Golpe do Pix.
Nome negativado sem dívida Por uma dívida que não é sua, que já foi paga ou sem o aviso que a lei exige antes. Veja Nome negativado indevidamente.
Juros muito acima da média Quando a taxa do seu contrato foge muito da média que o Banco Central publica para aquele tipo de crédito, no mesmo mês. Veja Juros abusivos.
Conta encerrada ou dinheiro retido Encerramento sem aviso e sem prazo, ou saldo que o banco não devolve. Veja O banco encerrou a minha conta.
O carro levado com irregularidade Busca e apreensão sem o aviso prévio correto ou com cobrança de valores que não estavam no contrato. Veja O banco quer levar o carro.

Passou por isso? Um advogado do escritório pode analisar o seu caso.

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Quando raramente vale a pena

  • Juros altos, mas dentro da média. Juro caro não é, por si só, juro abusivo. Se a taxa está perto da média do mercado para aquele crédito, a revisão costuma não prosperar
  • A dívida existe e só não cabe no orçamento. O processo não apaga a dívida. Para esse caso há um caminho próprio, a renegociação de todas as dívidas de uma vez. Veja Dívidas maiores que a renda
  • O golpe em que você mesmo fez a transferência, sem nada fora do normal que o banco pudesse perceber. Nesses casos, a Justiça costuma entender que não houve falha do banco
  • Nenhuma prova. Sem extrato, contrato, protocolo ou mensagem, fica difícil mostrar o que aconteceu
  • O prazo já passou. Cada tipo de problema tem um prazo para ir à Justiça

Quanto custa e qual é o risco

No Juizado Especial Cível, para causas de até quarenta salários mínimos, não se pagam custas para começar. Se você perder a primeira decisão, não paga o advogado do banco. Só paga custas e honorários quem recorre e perde de novo. Até vinte salários mínimos, dá para ir sem advogado.

Na Justiça comum, há custas, e quem perde paga os honorários do advogado do outro lado. Quem não tem condições de pagar pode pedir a justiça gratuita: a declaração da pessoa é aceita como verdadeira, salvo prova em contrário, e, se ela perder, a cobrança dos honorários fica suspensa enquanto continuar sem condições, por até cinco anos, e depois se extingue.

O que a Justiça costuma dar quando o banco errou. A devolução do que foi cobrado a mais, em alguns casos em dobro, o cancelamento do contrato que você não fez e, nas situações mais graves, indenização pelo dano. Prometer valor antes de analisar o caso não é sério, e o escritório não faz isso.

Passou por isso? Um advogado do escritório pode analisar o seu caso.

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O que tentar antes do processo

  1. Reclame no banco, por escrito. No aplicativo, no atendimento ou na agência, e anote o número do protocolo e a data.
  2. Leve à ouvidoria. Se o atendimento não resolver, a ouvidoria do banco é a instância seguinte e tem prazo para responder.
  3. Registre no Banco Central ou no consumidor.gov.br. A reclamação é gratuita, feita pela internet, e o banco precisa responder. Muitas vezes resolve.
  4. Guarde tudo. Protocolos, respostas, extratos e prints. Se o caso for à Justiça, essas tentativas mostram que você procurou resolver.

O que reunir antes de falar com um advogado

  • Os extratos e as faturas do período, com o problema marcado
  • O contrato, se houver, ou a informação de que você nunca assinou nada
  • Os protocolos de reclamação e as respostas do banco
  • O registro no Banco Central ou no consumidor.gov.br, se já fez
  • No golpe: o boletim de ocorrência, os comprovantes e as conversas com o golpista
  • Os comprovantes de renda, se for pedir a justiça gratuita

Perguntas frequentes

Processar o banco suja o meu nome?

Não. Entrar com um processo não leva o seu nome a cadastro de devedores. O que pode sujar o nome é deixar de pagar uma dívida que existe, com ou sem processo.

Posso parar de pagar o empréstimo enquanto o processo corre?

Só se o juiz autorizar. Entrar na Justiça não suspende as parcelas por si só, e o atraso gera juros, multa e pode levar o nome ao cadastro de devedores. Quando a discussão é sobre o valor da parcela, o caminho costuma ser pedir ao juiz para pagar a parte que não está em discussão.

Preciso de advogado?

No Juizado Especial Cível, em causas de até vinte salários mínimos, você pode ir sem advogado. De vinte a quarenta salários mínimos, o advogado é obrigatório. Acima disso, o caminho é a Justiça comum, sempre com advogado. Mesmo nos casos menores, ir com advogado ajuda a pedir tudo o que cabe.

E se eu perder?

No Juizado, quem perde a primeira decisão não paga custas nem o advogado do banco. Só paga quem recorre e perde de novo. Na Justiça comum, quem perde paga as custas e os honorários do advogado do outro lado, mas quem tem a justiça gratuita fica livre dessa cobrança enquanto continuar sem condições de pagar, por até cinco anos, e depois a dívida se extingue.

Quanto tempo eu tenho para processar?

Depende do problema. Quando o prejuízo veio de uma falha do banco, como um golpe que ele deveria ter barrado, o prazo é de cinco anos, contados de quando você soube do prejuízo e de quem o causou. Outros casos têm prazos diferentes, alguns mais curtos. Não deixe para depois.

A indenização por dano moral é certa?

Não. Ela costuma ser reconhecida quando o nome foi negativado por uma dívida que não existia, quando o desconto atingiu o salário ou a aposentadoria ou quando a pessoa ficou sem acesso ao próprio dinheiro. Uma cobrança errada que não passou disso muitas vezes não gera indenização, só a devolução do valor.

Vale a pena por um valor pequeno?

Pode valer, porque no Juizado não se pagam custas para começar. Mas o processo leva tempo e exige que você compareça. Em valores pequenos, a reclamação no Banco Central ou no consumidor.gov.br muitas vezes resolve antes, e ela também serve de prova se o caso for à Justiça.

Quem vai analisar o seu caso

Bueno & Steinmetz Advogados Associados

Atendimento presencial e online. A análise é feita caso a caso.

@bueno.steinmetz
Eduardo Bueno, advogado
Eduardo Bueno OAB/RS 139.085
Eduardo Steinmetz, advogado
Eduardo Steinmetz OAB/RS 137.209

Quer saber se o seu caso vale um processo?

A resposta depende do que o banco fez, do que você consegue provar e do valor envolvido. Envie uma mensagem contando o que aconteceu, com o nome do banco e as datas, para que um advogado do escritório possa analisar.

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Bueno & Steinmetz Advogados Associados · OAB/RS
Conteúdo de caráter meramente informativo, sem captação de clientela e sem promessa de resultado, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento nº 205/2021 do CFOAB. Esta página não substitui a análise individualizada de cada caso.