Orientação

Golpe do PIX: o que fazer e quais medidas existem

Você fez um PIX acreditando estar pagando uma pessoa ou uma empresa e depois descobriu que caiu em um golpe. A primeira sensação costuma ser a de que o dinheiro sumiu e não há mais nada a fazer. Nem sempre é assim. Esta página explica, em linguagem simples, como esses golpes acontecem, o que fazer logo nas primeiras horas e quais medidas podem ser discutidas.

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Como o golpe costuma acontecer

Os golpes mudam de formato, mas quase todos se apoiam na mesma técnica: criar uma situação de confiança ou de urgência para que a transferência seja feita sem checagem. Os formatos mais comuns são:

O que fazer nas primeiras horas

A rapidez faz diferença, porque parte das medidas depende de os valores ainda estarem na conta que os recebeu.

  1. Comunique o banco imediatamente e peça o MED. O Mecanismo Especial de Devolução foi criado pelo Banco Central justamente para casos de fraude. Registre o pedido e anote o número do protocolo.
  2. Registre boletim de ocorrência. Pode ser feito na delegacia ou, na maioria dos estados, pela delegacia eletrônica.
  3. Não apague nada. Conversas, áudios, prints do perfil ou do anúncio e o comprovante do PIX são as provas do que aconteceu.
  4. Formalize por escrito. Além do telefone, registre a contestação pelo aplicativo ou por e-mail e guarde a resposta do banco.
  5. Se houve acesso ao aparelho, proteja as contas. Troque as senhas, revise os dispositivos conectados e desinstale aplicativos que tenham sido instalados a pedido de terceiros.
Atenção: nenhum banco pede transferência para "conta segura", nem solicita senha, código ou instalação de aplicativo por telefone. Diante de um pedido assim, encerre o contato e ligue para o número oficial que consta no cartão ou no aplicativo.

Que medidas jurídicas podem ser discutidas

O caminho depende de como o golpe aconteceu. Quando o prejuízo vem de uma falha na segurança do banco, a Justiça costuma reconhecer que ele responde pelo que aconteceu. É o caso, por exemplo, de alguém entrar na sua conta sem autorização, de uma movimentação muito fora do seu padrão passar sem nenhum bloqueio, ou de um vazamento de dados.

Já quando foi você mesmo quem fez a transferência, enganado pelo golpista, a discussão é mais delicada e o resultado varia conforme o caso: como você foi abordado, se havia sinais de alerta que o banco poderia ter percebido e como ele respondeu depois que você avisou da fraude.

A depender desse exame, é possível discutir o ressarcimento do valor e, conforme o caso, a reparação pelos danos suportados. A análise começa pela reconstituição detalhada do que aconteceu e pelos documentos reunidos.

O que reunir antes de falar com um advogado

Quanto mais organizado o material, mais precisa é a avaliação do caso. Vale separar:

Perguntas frequentes

O banco é obrigado a devolver o valor?

Não existe devolução automática. O que define a responsabilidade do banco é o modo como o golpe aconteceu. Quando houve falha na segurança do serviço bancário, a Justiça costuma reconhecer que o banco responde. Quando foi a própria vítima quem fez a transferência, enganada pelo golpista, a discussão é mais delicada e depende das circunstâncias e das provas.

O que é o Mecanismo Especial de Devolução (MED)?

É um procedimento criado pelo Banco Central para casos de fraude no PIX. Comunicada a instituição, ela pode acionar o mecanismo junto ao banco que recebeu os valores para tentar bloqueá-los e devolvê-los. O pedido deve ser feito ao seu banco assim que a fraude for percebida, e o número de protocolo deve ser guardado.

Registrei boletim de ocorrência. Isso basta?

O boletim é importante e costuma ser exigido como prova, mas por si só não determina a devolução do valor. Ele integra o conjunto de documentos que embasa tanto a contestação junto ao banco quanto uma eventual discussão judicial.

Não sei quem recebeu o dinheiro. Ainda assim é possível fazer algo?

Sim. O comprovante do PIX identifica a chave e a instituição do destinatário, o que permite o acionamento do banco e a apuração pelas vias próprias. A identificação completa do golpista não é condição para comunicar a fraude e buscar as medidas cabíveis.

Fui eu quem fez a transferência. Isso me impede de discutir?

Não impede. Muitos golpes se estruturam justamente para que a vítima realize a operação acreditando estar diante do banco, de um familiar ou de uma loja legítima. O que se examina é como a fraude foi possível e qual a participação de cada envolvido.

Quem vai analisar o seu caso

Bueno & Steinmetz Advogados Associados

Escritório sediado em Três de Maio, no Rio Grande do Sul, com atendimento em todo o Brasil. Cada frente tem um advogado responsável, e a análise é feita caso a caso.

Eduardo Bueno, advogado
Eduardo Bueno OAB/RS 139.085
Eduardo Steinmetz, advogado
Eduardo Steinmetz OAB/RS 137.209

Passou por isso e não sabe o que fazer?

Cada golpe tem um caminho diferente, e o que pode ser feito depende de como tudo aconteceu. Envie uma mensagem contando a situação: um advogado do escritório vai analisar o seu caso.

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Bueno & Steinmetz Advogados Associados · Três de Maio, RS · OAB/RS
Conteúdo de caráter meramente informativo, sem captação de clientela e sem promessa de resultado, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento nº 205/2021 do CFOAB. Esta página não substitui a análise individualizada de cada caso.