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Orientação

WhatsApp clonado ou Instagram invadido: o que fazer nas primeiras horas

A mensagem chega de um número conhecido: um pedido de dinheiro urgente, um Pix para pagar uma conta que venceu hoje. Quem escreve não é o seu amigo, é alguém que tomou a conta dele. Ou a conta é a sua: o WhatsApp parou de funcionar, o Instagram trocou de senha e de e-mail sozinho, e as mensagens continuam saindo em seu nome.

Nas primeiras horas, o que importa é retomar a conta, avisar os contatos e guardar a prova. A plataforma tem deveres, e quem invade a conta ou pede dinheiro se passando por outra pessoa comete crime.

Revisado por Eduardo Bueno, OAB/RS 139.085 Atualizada em

O essencial

  • PrimeiroRetomar a conta pelo caminho oficial e avisar família, amigos e clientes por outro canal, para que ninguém faça Pix.
  • DepoisGuardar prints com data e número, registrar ocorrência, inclusive pela Delegacia Online, e denunciar o perfil falso na própria plataforma.
  • O que separarPrints das conversas, o número ou o perfil usado no golpe, os e-mails da plataforma e os comprovantes de quem pagou.
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Os três casos mais comuns

WhatsApp clonado O golpista consegue o código de seis dígitos que o WhatsApp envia por SMS, quase sempre com uma desculpa qualquer, e passa a usar a sua conta em outro aparelho.
Número novo com a sua foto A conta não foi invadida: alguém criou um perfil com a sua foto e o seu nome, num número novo, e diz aos seus contatos que trocou de telefone.
Instagram invadido A senha e o e-mail da conta são trocados, e o perfil passa a anunciar vendas falsas ou a pedir dinheiro aos seguidores.

Para retomar o WhatsApp

  1. Entre de novo com o seu número. Abra o WhatsApp, informe o número e digite o código de seis dígitos que chega por SMS ou ligação. Ao fazer isso, os outros aparelhos conectados à conta são desconectados.
  2. Não perca tempo reinstalando ou trocando a senha. Nenhuma das duas coisas tira o invasor. O que funciona é entrar de novo com o código.
  3. Se aparecer um PIN que você não criou, o invasor ativou a verificação em duas etapas. Ele sai da conta assim que você digita o código do SMS, e o WhatsApp orienta esperar sete dias para voltar a usá-la.
  4. Com a conta de volta, ative a verificação em duas etapas e confira a lista de aparelhos conectados.
O código de seis dígitos é a chave da conta. Ninguém precisa dele: nem loja, nem sorteio, nem pesquisa, nem um amigo. Quem pede o código está tentando tomar a conta.

Para retomar o Instagram

  1. Procure no seu e-mail uma mensagem de security@mail.instagram.com avisando da troca de e-mail. Ela traz a opção de desfazer a mudança.
  2. Na tela de entrada, toque em "Esqueceu a senha?" e peça um link de acesso por e-mail ou SMS.
  3. Se não funcionar, use a página instagram.com/hacked, pelo navegador. Para conta com fotos suas, o Instagram pode pedir uma selfie em vídeo para confirmar que você é o dono. O vídeo não aparece no perfil e é apagado depois.
  4. Com a conta de volta, troque a senha, ative a autenticação de dois fatores, confira o telefone e o e-mail cadastrados e encerre os acessos que você não reconhece.

Passou por isso? Um advogado do escritório pode analisar o seu caso.

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Avise antes que alguém pague

O golpe funciona porque a mensagem vem de um nome conhecido. Avise família, amigos e, se for o caso, clientes, por outro canal: ligação, outra rede social ou o celular de alguém próximo. Diga com clareza que você não está pedindo dinheiro.

Se alguém já pagou, essa pessoa deve avisar o próprio banco na hora e pedir a devolução pelo mecanismo especial do Pix, que tem prazo. O passo a passo está no guia sobre o golpe do Pix.

A prova e a denúncia

  • Prints com data e hora das mensagens enviadas em seu nome, do número ou do perfil usado e das conversas com quem foi procurado
  • Os e-mails e avisos da plataforma sobre troca de senha, de e-mail ou acesso novo
  • A ocorrência, na delegacia ou pela Delegacia Online da Polícia Civil do RS
  • A denúncia do perfil falso na própria plataforma, com print da denúncia e da data
Os registros que podem identificar o golpista ficam guardados por seis meses. A plataforma é obrigada a guardar os registros de acesso por esse prazo e só os entrega com ordem judicial. A polícia e o Ministério Público podem pedir que ela guarde por mais tempo. Quem quer descobrir quem usou a conta não pode deixar esse prazo passar.

Passou por isso? Um advogado do escritório pode analisar o seu caso.

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O que a plataforma deve

  • Perfil falso denunciado precisa sair do ar. A plataforma que recebe a denúncia de uma conta falsa e não a remove pode ter de pagar o prejuízo que ela causar
  • O mesmo vale para publicações com crime, como o anúncio de venda falsa ou o pedido de dinheiro em seu nome
  • Para ofensas, a regra é outra: a plataforma pode remover a partir da denúncia, mas só responde pelo dano se descumprir uma ordem judicial

É crime

Invadir o celular ou a conta de outra pessoa é crime, e a pena aumenta quando há prejuízo. Pedir dinheiro se passando por outra pessoa, por rede social ou com um aplicativo clonado, é fraude eletrônica, com pena maior que a do golpe comum. A ocorrência é o que abre a investigação.

O que fazer agora

  1. Retome a conta pelo caminho oficial de cada aplicativo.
  2. Avise os contatos por outro canal, antes que alguém faça Pix.
  3. Guarde a prova com prints, datas e o número ou o perfil usado.
  4. Registre a ocorrência na delegacia ou pela Delegacia Online.
  5. Denuncie o perfil falso na plataforma e guarde o comprovante da denúncia.
  6. Proteja a conta com a verificação em duas etapas e confira os aparelhos e acessos conectados.

O que reunir antes de falar com um advogado

  • Os prints das mensagens enviadas em seu nome, com data e hora
  • O número de telefone ou o endereço do perfil usado no golpe
  • Os e-mails e avisos da plataforma sobre a invasão
  • O protocolo da denúncia feita à plataforma e a resposta dela
  • O boletim de ocorrência
  • Os comprovantes de quem pagou, se alguém pagou

Perguntas frequentes

Reinstalei o WhatsApp e não adiantou. Por quê?

Porque reinstalar o aplicativo não tira o invasor, e trocar a senha também não. O que funciona é entrar de novo na conta com o seu número e o código de seis dígitos que chega por SMS ou ligação. Quando você faz isso, os outros aparelhos conectados à conta são desconectados.

O WhatsApp está pedindo um PIN que eu não criei. E agora?

É sinal de que o invasor ativou a verificação em duas etapas. Mesmo sem o PIN, ele sai da conta quando você digita o código que chega por SMS. Para voltar a usar a conta, o WhatsApp orienta esperar sete dias e tentar de novo. Enquanto isso, avise os contatos por outro canal.

Criaram um perfil com a minha foto, num número novo. A conta não foi invadida?

Nesse caso, não. É um perfil falso: alguém usa a sua foto e o seu nome e diz aos seus contatos que trocou de número. Denuncie o perfil na própria plataforma, guarde o print da denúncia e avise os contatos. A plataforma que recebe a denúncia de uma conta falsa e não a remove pode ter de pagar o prejuízo que ela causar.

Um amigo fez um Pix para o golpista que estava com o meu WhatsApp. Ele recupera o dinheiro?

Pode recuperar, se agir rápido. Quem pagou deve avisar o próprio banco na hora e pedir a devolução pelo mecanismo especial do Pix, que tem prazo. Depois, registrar ocorrência. Quanto mais cedo, maior a chance de o dinheiro ainda estar na conta que recebeu.

Dá para descobrir quem invadiu a conta?

Às vezes, sim. A plataforma é obrigada a guardar os registros de acesso por seis meses, e só os entrega com ordem judicial. A polícia e o Ministério Público podem pedir que ela guarde por mais tempo. Por isso a ocorrência deve ser feita logo, e o pedido à Justiça não pode esperar esse prazo passar.

Invadir a conta de alguém é crime?

É. Invadir o celular ou a conta de outra pessoa é crime, e a pena aumenta quando há prejuízo. Pedir dinheiro se passando por outra pessoa, por rede social ou com o aplicativo clonado, é fraude eletrônica, com pena maior que a do golpe comum.

O invasor publicou ofensas no meu perfil. A plataforma é obrigada a tirar?

Para ofensas, a regra é diferente da do perfil falso. A plataforma pode remover a publicação a partir da denúncia, mas só é obrigada a pagar pelo dano se descumprir uma ordem judicial de retirada. Por isso, nesses casos, o caminho costuma passar pela Justiça.

Quem vai analisar o seu caso

Bueno & Steinmetz Advogados Associados

Atendimento presencial e online. A análise é feita caso a caso.

@bueno.steinmetz
Eduardo Bueno, advogado
Eduardo Bueno OAB/RS 139.085
Eduardo Steinmetz, advogado
Eduardo Steinmetz OAB/RS 137.209

Sua conta foi usada para aplicar golpe?

O caminho depende de quem foi enganado, do prejuízo e de como a plataforma respondeu à denúncia. Envie uma mensagem contando o que aconteceu e desde quando, para que um advogado do escritório possa analisar.

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Bueno & Steinmetz Advogados Associados · OAB/RS
Conteúdo de caráter meramente informativo, sem captação de clientela e sem promessa de resultado, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento nº 205/2021 do CFOAB. Esta página não substitui a análise individualizada de cada caso.