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Orientação

Acidente de trânsito: o que fazer depois e o que dá para cobrar

O barulho passa, as pessoas descem dos carros e começa a parte que ninguém ensaiou. Discussão sobre quem avançou, seguro de um lado, nenhum do outro, e a pressa de resolver ali mesmo para não perder o dia.

O que se faz nos primeiros minutos decide o que vai dar para cobrar meses depois. E existem dois prazos correndo ao mesmo tempo, um bem mais curto do que o outro, que quase ninguém conhece.

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Os primeiros minutos decidem o resto

Quase tudo o que vai ser discutido meses depois se resolve, ou se perde, antes de os carros saírem da via.

Antes de tirar os carros Fotografe a posição dos veículos, os danos, as placas, a sinalização e as marcas no chão. Depois de liberar a pista, essa cena não volta.
Quem viu e não estava em carro nenhum É a testemunha que mais vale, e a que some mais rápido. Nome e telefone, ali mesmo, antes de alguém ir embora.
O registro da ocorrência Sem ele a discussão vira palavra contra palavra. Faça mesmo quando o dano parece pequeno.
Se alguém se machucou Socorro primeiro, e atendimento médico mesmo sem dor aparente. Lesão que aparece no terceiro dia é comum, e sem registro ela não existe para ninguém.

Passou por isso? Um advogado do escritório pode analisar o seu caso.

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Dois prazos correndo ao mesmo tempo

Este é o ponto que quase ninguém sabe, e o que mais custa caro quando se descobre tarde.

Três anos para cobrar o prejuízo. Conserto, guincho, carro alugado, desvalorização, o que você deixou de ganhar, e a indenização por lesão. Esse prazo conta do acidente.

Seis meses quando houve ferido. Ferir alguém dirigindo sem intenção é crime, e na maioria dos casos o processo só começa se a vítima manifestar que quer. Esse prazo conta de quando ela souber quem foi o responsável, e é bem mais curto que o outro.

Os dois correm em paralelo e são independentes. Perder o curto não apaga o longo: quem deixa passar os seis meses continua podendo cobrar o prejuízo. Mas o contrário também vale, e é o que costuma surpreender: a pessoa passa meses negociando com a seguradora achando que está tudo na mesma conversa, e quando decide levar a parte criminal adiante, ela já fechou.

Imagem de câmera é o que some mais rápido. Câmera de comércio, de posto e de prédio costuma apagar a gravação em semanas, às vezes em dias. Se havia alguma apontada para o local, pedir a cópia é a coisa mais urgente da lista, e vem antes de qualquer conversa sobre culpa.

O que costuma ficar de fora quando se negocia sozinho

A conversa direta com a seguradora tende a girar em torno do conserto do veículo, porque é o que ela tem tabela para calcular. O resto existe e raramente é oferecido.

  • O guincho e a remoção
  • O carro alugado, ou o transporte usado enquanto o seu estava parado
  • A desvalorização do veículo, que sobrevive ao conserto
  • O que você deixou de ganhar, quando usa o carro para trabalhar
  • O tratamento, o tempo parado e a indenização pelo que foi sofrido, havendo lesão

Como funciona quando você chama

Conte o que aconteceu Pelo WhatsApp, com as fotos que você tiver. Mesmo que pareçam poucas, elas já dizem bastante.
O escritório levanta o que ainda dá Imagem de câmera antes de apagar, testemunha antes de sumir, e quais prazos já estão correndo.
Você recebe a conta inteira O que dá para cobrar, de quem, e em que ordem. Incluindo o que a seguradora não costuma oferecer.

Perguntas frequentes

O que eu faço ainda no local?

Fotografe antes de tirar os carros do lugar: a posição dos veículos, os danos de cada um, as placas, a via, a sinalização e as marcas no chão. Anote nome, telefone e placa de quem estava envolvido, e principalmente de quem viu e não estava em carro nenhum. Testemunha que ninguém anotou desaparece em minutos e não volta. Se houver ferido, chame socorro antes de qualquer outra coisa.

Preciso fazer boletim de ocorrência?

Não é obrigatório em todo caso, mas é o documento que sustenta tudo o que vem depois, e sem ele a discussão vira palavra contra palavra. Faça mesmo quando o dano parece pequeno: lesão que aparece dias depois e defeito que só o mecânico enxerga são comuns. Quando há ferido, o registro deixa de ser conveniência e passa a ser necessário.

Até quando posso cobrar o prejuízo?

São três anos para cobrar a reparação, contados do acidente. Parece bastante, e some rápido: entre orçamento, conversa com seguradora e tentativa de acordo, é comum a pessoa procurar advogado com dois anos e meio já passados. E quanto mais tarde, mais difícil localizar testemunha e recuperar imagem de câmera, que costuma ser apagada em semanas.

Houve ferido. Isso vira caso de polícia?

Vira, e aqui corre um prazo bem mais curto que o dos três anos. Ferir alguém dirigindo sem intenção é crime, punido com detenção de seis meses a dois anos mais a suspensão do direito de dirigir. Na maioria desses casos o processo só começa se a vítima manifestar que quer, e ela tem seis meses para isso, contados de quando souber quem foi o responsável. Passado esse prazo, a parte criminal se fecha. A cobrança do prejuízo continua possível, porque é outra discussão e outro prazo.

O seguro do outro motorista está negando. E agora?

Negativa de seguradora não encerra nada. Ela é a posição de uma empresa sobre o contrato dela, e não uma decisão sobre a sua situação. Peça a recusa por escrito, com o motivo, porque esse papel vira prova. A cobrança pode ser dirigida a quem causou o acidente, tendo ele seguro ou não, e o seguro é problema entre ele e a seguradora dele.

Dizem que a culpa foi dividida. Perco tudo?

Não. Quando os dois contribuíram, a reparação é reduzida na proporção, e não cancelada. O que define essa proporção é exatamente o material do começo: as fotos da posição dos carros, a sinalização do lugar e quem viu. É por isso que quem fotografou antes de tirar o carro da via costuma sair em posição bem melhor do que quem liberou a pista primeiro.

Dá para cobrar mais do que o conserto?

Dá, e é o que mais fica de fora quando a pessoa negocia sozinha. Além do conserto entram o guincho, o carro alugado durante a parada, a desvalorização do veículo, e o que você deixou de ganhar se usa o carro para trabalhar. Havendo lesão, entram ainda o tratamento, o tempo parado e a indenização pelo que foi sofrido, que é discussão separada do dano ao carro.

Fizemos um acordo na hora e eu assinei. Vale?

Vale como documento, mas não fecha tudo automaticamente. Acordo assinado no acostamento costuma cobrir só o que dava para ver naquele momento, e o problema é justamente o que aparece depois: dor que surge no terceiro dia, dano estrutural que o orçamento revela, carro que fica semanas na oficina. Guarde o papel, guarde as fotos, e não trate o assunto como encerrado antes de ver o orçamento completo e de passar por um médico se houver qualquer sintoma.

Atualizada em

Quem vai analisar o seu caso

Bueno & Steinmetz Advogados Associados

Atendimento presencial e online. A análise é feita caso a caso.

@bueno.steinmetz
Eduardo Bueno, advogado
Eduardo Bueno OAB/RS 139.085
Eduardo Steinmetz, advogado
Eduardo Steinmetz OAB/RS 137.209

Você se envolveu em um acidente?

O que dá para cobrar depende do que foi registrado e de quando. Envie uma mensagem contando o que aconteceu e o que você já tem em mãos, para que um advogado do escritório possa analisar.

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Onde conferir

Esta página explica em linguagem direta. Se você quiser ir à origem, é por aqui.

Bueno & Steinmetz Advogados Associados · OAB/RS
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